Acostumar-se com o trabalho é o
primeiro passo para conquistar nossas metas
Por Marcos Rezende
A nossa cultura ainda vê o trabalho como algo
diabólico, errado e indevido. Isto é uma pena, pois as pessoas que são formadas
por este tipo de mentalidade estão sempre prontas a tomarem vantagem das outras
pessoas ao invés de ajudá-las tendo em vista que somente com essa “vantagem” é
que elas irão parar de trabalhar enquanto as outras irão continuar. Já
compreendi que não existe essa de não trabalhar. Podemos nos dar férias durante
algum tempo, mas parar de trabalhar é algo que não existe. Até mesmo nas
férias, estamos trabalhando. Além disso, percebo que somente o costume do
trabalho é que nos leva a conquista dos nossos objetivos e não a fuga dele. Foi
quando compreendi que o trabalho existe para servir o outro que me indispus com
a preguiça que carregava e desatei os nós da inércia fazendo mais a cada dia.
A CERCA
A CERCA
Nesse final de semana completei uma tarefa que
nunca pensara em concluir antes: contruí uma cerca. Construí uma cerca que me
mostrou que é de pouco em pouco que nós conquistamos algo. É impossível
concluir uma cerca, do tamanho como a que construí, em um dia sozinho. A única
forma de terminar o trabalho é fazendo pouco a pouco dia após dia. Tive que
comprar os 40 mourões (ou palanques), carregá-los para dentro do terreno,
pregar neles os grampos de cerca na medida correta, depois passar óleo queimado
nas suas bases e ainda cavar todos os 40 buracos pelo terreno e carregar esses
mourões até cada um deles. Para concluir a cerca, faltava estivar o arame pelo
terreno passando por entre os grampos para contornar toda a área de quase 400
metros quadrados, numa andança que não acabava mais de pra lá e pra cá. O final
de todo esse processo, foi um sucesso, onde o maior beneficiado fui eu por ter
aprendido tanto com essa simples tarefa.
LIÇÕES APRENDIDAS
1) Tenha muito claro seu objetivo em mente.
1) Tenha muito claro seu objetivo em mente.
Não se importe em saber os
pormenores de como chegar até a sua meta, mas cultive claro na sua mente qual é
o seu objetivo. Por diversas vezes eu me peguei pensando no como fazer ao invés
de pensar no que eu iria fazer. Isto me atrapalhou mais do que me ajudou,
justamente porque é muito melhor construir a cerca ao contrário, até chegar no
seu início, dentro da nossa cabeça.
2) A cada pequena decisão,
pese os prós e contras.
Quando pesquisei preço dos
mourões, fiquei entre comprar os de concreto ou os de eucalipto. Optei por este
último por serem mais leves que os de concreto e por não necessitarem da
construção de uma viga de concreto na base para uni-los. Apesar de mais
baratos, os de concreto dariam mais trabalho e no todo seriam mais caros.
3) Atente-se aos detalhes
da execução do seu plano.
Se cada detalhe do seu
plano for construído com primazia e esmero, seu objetivo final será concluído
com perfeição. A cada amarração do arame nos mourões eu me concentrava para
fazer o “laço” mais bonito e perfeito. Isso deu um visual bacana para a cerca e
a deixou perfeita, como eu imaginara anteriormente.
4) Imponha-se uma
disciplina. Desde o início eu sabia que não concluiria a
cerca em um dia ou em uma semana. Eu tinha consciência de que seria a soma de
pequenas ações que resultaria na conclusão do meu objetivo. Por esse motivo,
desde o início, me impus à disciplina de logo após acordar, ir para o quintal
fazer algo pela cerca durante uma ou duas horas. Em um dia, pregava os grampos
na madeira e não terminava todos os mourões. Mas ao final de três dias, todos
já estavam com seus grampos e eu poderia passar à próxima fase do projeto.
5) Revise seu trabalho duas
ou três vezes.
Por mais que você possa ter tomado cuidado em
todas as fases do processo, revise o seu trabalho duas ou três vezes. Notei que
por causa do cansaço nos dias em que passei o arame na cerca, deixei umas
brechas na amarração de alguns pontos que tornaram a cerca frágil. Como
resultado, minha égua fugiu novamente (mas já a peguei de volta) e eu tive que
sentar e refazer tudo aquilo que eu já tinha feito. Se tivesse me atentado mais
a cada detalhe, uma ou duas vezes, isto não teria ocorrido.
Sinceramente, senti uma
felicidade imensa de ver algo construído totalmente por mim. Nunca havia
construído nada real, pois na minha profissão, tudo o que fazemos é virtual.
Construindo algo real, valorizei o meu trabalho, não só como também senti que
ele foi mais valorizado por aqueles que conheceram a benfeitoria que eu havia
erguido com minhas próprias mãos. Agora só vejo em minha mente, meus próximos
objetivos insistidores que compartilharei aqui com vocês.
Por hora, trabalhe.
Acostume-se com isso. Imponha-se uma disciplina e não mais existirá impossível
no seu vocabulário.
