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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

43% dos alunos matriculados em supletivo não terminam os estudos

Entre motivos estão necessidade de trabalhar, falta de interesse e dificuldade para acompanhar o curso, diz IBGE

Wilson Tosta - O Estado de S.Paulo
Quase metade (43%) dos alunos que, antes do fim de 2007, tentaram retomar os estudos por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) - antigo supletivo - abandonou novamente a escola antes da conclusão, diz pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a sondagem Suplemento PNAD 2007 - Aspectos Complementares da Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional, baseada na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a incompatibilidade da escola com o horário de trabalho foi o motivo mais citado para o abandono do ensino. A resposta foi citada por 27,9% do público formado em sua maioria por pretos ou pardos, mulheres e de renda domiciliar per capita de até dois salários mínimos.
"A pesquisa mostra que as dificuldades desse público de concluir o curso são bastante grandes", disse o presidente do IBGE, Eduardo Nunes. "Todos nós sabemos que esses cursos são noturnos na maior parte das vezes, oferecidos a pessoas que trabalham o dia inteiro, muitas vezes em serviços pesados, cujo desgaste pessoal é grande, além de todo o tempo de deslocamento entre o local de trabalho, o do curso e depois retornar para casa."
Dos 3,4 milhões de pessoas que abandonaram a EJA antes do fim - de um total de 7,97 milhões que passaram por seus cursos antes da pesquisa -, a região com mais desistentes, proporcionalmente, foi o Sudeste: 37,04%. Em seguida, veio o Nordeste (26,7%), o Sul (20,14%), o Centro-Oeste (8,08%) e o Norte (7,96%). A sondagem mostrou que a EJA tinha 47,2% de pardos e 10,5% de pretos - 57,7% do total - para 41,2% de brancos. Diz ainda que estavam na EJA 2,6% dos brasileiros de 15 anos ou mais sem rendimento.
"É uma população que já tem uma história escolar muito truncada", disse o professor Márcio da Costa, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele também vê outras causas para o abandono. "Às vezes, o cara no ensino regular repete, desiste, depois volta. Quando completa uma idade x, passa para o ensino regular noturno ou EJA. Ou então é a menina que se torna jovem mãe. A característica comum desses estudantes é a história truncada." O segundo motivo mais citado para o abandono foi a falta de interesse (15,6%), seguido de dificuldades para acompanhar o curso e falta de compatibilidade com os afazeres domésticos (ambos com 13,6%) e falta de curso próximo à residência (5,5%).
Já Eliane Ribeiro Andrade, pesquisadora da Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), considerou normal a alta evasão da EJA, resultado que coincide, segundo ela, com os de outros países com programas semelhantes ao brasileiro. "Por que eles (os alunos) param (de estudar) a primeira vez?", perguntou. "Eles param sempre, estão sempre parando. A escola se torna uma coisa secundária, porque primeiro têm de trabalhar."

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

MEC vai propor a fusão de disciplinas do ensino médio

O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).
A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).
A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação, conforme a Folha informou ontem. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país.

Editoria de arte/Folhapress
Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado.
"O aluno não vai ter mais a dispersão de disciplinas", afirmou Mercadante ontem, em entrevista à Folha.
Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola.
Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina
em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola.
Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.
A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente o da rede pública, que concentra 88% das matrículas do país.
Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.
Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.
O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas.
Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).
Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.
Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Supletivo resgata a cidadania!

Ao concluir o Ensino Médio é como se uma nova vida se iniciasse. Abrem-se portas, antes fechadas. Até seus amigos lhe olham de um jeito diferente. Você já pode ingressar em uma Faculdade. Pode disputar os melhores empregos e, se estiver empregado, consegue o respeito de seus patrões e chefes. Além disso, começa a pavimentar um caminho de promoções, antes bloqueados. "Você ainda não tem o 2º grau". Será sempre uma justificativa para não lhe promover ou transferir para uma área mais nobre em seu local de trabalho. Então. O que você está esperando? Veja aqui, como é fácili se matricular e cursar, a distância o seu Ensino Médio. A hora? É agora. Essa oportunidade você precisa aproveitar.

Documentação para EJA – CEMP Grupo CTA / Microlins
- Cópia legível do RG
- Cópia legível CPF
- Cópia comprovante de residência
- 1 foto 3X4
- Cópia legível da certidão de nascimento
- Cópia autenticada  de Histórico Escolar
- Se ainda não tiver o Histórico Escolar, trazer uma declaração


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  ©Adaptação por Anderson Batata

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